O significado da reforma trabalhista em quadrinhos


O MPT - Ministério Público do Trabalho (ES) lançou uma história em quadrinhos em que aborda a questão da Reforma trabalhista. A reforma trabalhista é apenas mais uma ofensiva da classe capitalista e seus aliados, especialmente o aparato estatal, visando Aumentar a taxa de exploração. A história em quadrinhos mostra as consequências, para os trabalhadores, da dita reforma. O ponto falho do documento é a solução apresentada: emails, cartas, mobilização junto com sindicatos (organizações burocráticas que não representam os trabalhadores) e outras organizações burocráticas (mesmo que informais, como "diretórios acadêmicos"), ou seja, propostas moderadas e que não ultrapassam o nivel da pressão branda sobre o governo.

Para combater a dita reforma é necessário que a classe trabalhadora parta para a OFENSIVA e isso significa que tais formas de pressão (email, cartas, etc.) podem até ser feitas, mas a pressão fundamental e que pode reverter o processo é a retomada de lutas mais amplas, como greve geral por tempo indeterminado (as paralisações temporárias que a burocracia sindical propõe nada alteram), manifestações generalizadas (retomando as grandes manifestações como as de 2013), avanço da auto-organização (conselhos, comissões, comitês de greve), autoformação (grupos de estudos, propaganda generalizada contra as políticas de austeridade e outras ações do estado e da classe capitalista),

O governo neoliberal atual trocou o neopopulismo petista pelo neoliberalismo "discrionário" (extremista) e a ofensiva capitalista contra os trabalhadores, se aproveitando do desmonte do movimento operário, da cooptação dos movimentos sociais, entre outras ações perversas dos governos Lula e Dilma. Tanto faz quem serve aos capitalistas e a forma como fazem isso, seja Temer ou Lula! Abaixo o capitalismo! Viva a autogestão social!!!!

Para ler a cartilha completa, clique aqui.


O PROBLEMA DA ORGANIZAÇÃO

O PROBLEMA DA ORGANIZAÇÃO

A necessidade da organização é sempre ressaltada. Porém, as palavras, tal como “organização”, podem enganar as pessoas. Os trabalhadores, para realizar sua autoemancipação, necessitam de organização. A classe capitalista está muito bem organizada no Estado, assim como possui outras organizações menores (partidos, igrejas, etc.). Os trabalhadores, para superá-las, necessitam de consciência e organização. Os trabalhadores criaram os sindicatos e estes se voltaram contra eles. Hoje eles servem ao capital e ao Estado. Os trabalhadores ajudaram a construir os partidos políticos que diziam representá-los, mas logo descobriram que estes representam seus próprios interesses.

O problema da organização só pode ser adequadamente entendido com a distinção entre organização burocrática e auto-organização. As organizações burocráticas são aquelas nas quais existe uma relação entre dirigentes e dirigidos, sendo que os primeiros possuem os meios de administração e poder de decisão, num processo de funcionamento legitimado por normas escritas (regimentos, leis, etc.). e marcado pela hierarquia e possuindo meios formais de admissão. O quadro dirigente, assalariado, tem o poder de decisão, mesmo quando a organização burocrática é “democrática”, funcionando através de eleições, etc. Esse é o caso do Estado, empresas capitalistas, partidos, sindicatos, etc. A função da burocracia na sociedade capitalista, tanto as organizações quando os burocratas (quadro dirigente) é o controle social visando a  reprodução do capitalismo.

A auto-organização, por sua vez, não é fundamentada na divisão interna entre dirigentes e dirigidos e hierarquia interna. É uma organização que tem como princípio a decisão coletiva. Os demais aspectos existentes que coincidem com o que há nas organizações burocráticas são distintas em seu conteúdo, tal como as normas escritas que existem, nesse caso, para garantir a decisão coletiva e inexistência de dirigentes. A auto-organização é um passo para a autogestão. A autogestão pressupõe que a decisão coletiva ocorra em todos os processos. A auto-organização numa fábrica não significa autogestão das mesmas. Um comitê de greve, por exemplo, é uma auto-organização, mas sua existência é temporária, com finalidade preestabelecida, é uma parte da empresa e não o todo. A formação de um conselho de trabalhadores abre espaço para a autogestão da empresa, mas ainda não é autogestão. Isso ocorre pelo fato de que a autogestão pressupõe autodeterminação, ou seja, que os trabalhadores se determinem plenamente, definindo os objetivos, meios, etc., não estando submetidos à divisão social do trabalho e lógica de reprodução do capitalismo. A autogestão em uma empresa pressupõe a abolição da burocracia e do capital.


A instauração de uma sociedade autogerida não ocorre da noite para o dia. Um longo processo de luta, de avanços e recuos, a precede. A formação de formas de auto-organização (comitês de greve, conselhos operários, conselhos de bairros, etc.), é fundamental, pois constituem os embriões das formas organizacionais da nova sociedade. Por isso, a luta contra as organizações burocráticas deve ocorrer simultaneamente com a luta pela auto-organização dos trabalhadores e ampliação de sua autoformação e consciência para garantir a compreensão da necessidade de transformação total e autogestão generalizada.
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Fonte: 
Jornal "Perspectiva Autogestionária" número 03.

A ANT defende o voto nulo autogestionário!!!!!


A ANT defende o voto nulo autogestionário!!!!!

O voto é obrigatório no Brasil e é uma fonte de legitimação de governos corruptos, incompetentes, que apenas disputam e querem manter o poder. A sua base é a democracia partidária, fundada na mediação burocrática dos partidos políticos, supostos "representantes" da população. No entanto, os partidos são tão corruptos, burocráticos, incompetentes, quanto os governos e demonstram isso quando assumem os governos (municipais, estaduais e federal). 

O voto tem a função de legitimar governos e, por conseguinte, o estado e a sociedade capitalista.

É por isso que o voto é obrigatório, senão o baixo número de eleitores tornaria os governos ilegítimos.

Também é por isso que tem "segundo turno", para se realizar um cálculo no qual o candidato (e partido) ganhador tem uma suposta "maioria". No entanto, essa maioria é a dos "votos válidos", excluindo os votos nulos, brancos e abstenções e os não-eleitores (os dispensados da obrigação eleitoral, como idosos, crianças e jovens até 18 anos). 

No fundo, quem decide quem governará o país (e o mesmo vale para os Estados e municípios) é uma minoria, pois não conseguem o apoio nem da metade da população. Dilma Roussef, por exemplo, teve pouco mais de 50 milhões de votos, enquanto que a população brasileira é 200 milhões, ou seja, em torno de 25%. (veja texto linkado abaixo sobre o caso de 2010)

Por isso é fundamental apoiar o voto nulo autogestionário! É um voto nulo que além de protesto, contribui com a deslegitimação da democracia partidária (representativa, burguesa) e quem o realiza tem a consciência de que é necessário superar a democracia - uma farsa da classe dominante - e substituí-la pela autogestão social!

Isso quer dizer abolição do capitalismo! Abolição da democracia! A democracia apenas produz uma participação restrita que é escolha (sendo que a maioria nem escolhe) dos falsos representantes!

A autogestão é o autogoverno, no qual a população se autogoverna sem representantes e por si mesma, o que impede os interesses particulares e egoístas dos políticos profissionais, partidos, governos, capitalistas, passarem por cima dos interesses do conjunto da população!

Os trabalhadores são os mais interessados nesse processo, pois eles são os mais atingidos pela incompetência e corrupção dos governos, enquanto que os capitalistas são beneficiados pelos mesmos, sob inúmeras formas.

Os trabalhadores são explorados pelos capitalistas! Por isso vivem numa eterna luta de classes! Os capitalistas estão ganhando essa luta a séculos e conta com o Estado (o aparato estatal e seus governos) para continuar ganhando!!!

É por isso que a ANT defende o voto nulo autogestionário e combate o capital (a propriedade privada capitalista, fruto do trabalho que se volta contra os trabalhadores) e o Estado, o seu representante, e a democracia, a farsa que legitima tudo isso.

Vote nulo!!! Lute pela autogestão social!!!

Além disso, leia mais, pois é interesse dos capitalistas que os trabalhadores fiquem na ignorância, sem informação, sem formação intelectual, sem capacidade de crítica e de percepção da luta que travam contra os trabalhadores e por isso é fundamental a leitura e desenvolvimento da consciência crítica da sociedade capitalista! Leia:

Sobre voto nulo autogestionário:

Sobre a ilegitimidade do governo Dilma, eleito pelo "povo" (2010, em 2014 teve menos votos proporcionais ainda...):

Sobre o objetivo do voto nulo autogestionário (que não é anular eleições):

Leia diversos textos neste blog sobre voto nulo, eleições e outras questões relacionadas:

Estes textos da Revista Enfrentamento, do Movaut, também são fundamentais:


COMUNICADO ANT 03: A ANT E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

COMUNICADO ANT 03:


A ANT E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS


Este é mais um ano eleitoral, agora com eleições para prefeitos e vereadores. É no espaço das cidades que as eleições se realizam, no qual há uma maior proximidade entre eleitores e candidatos. É nesse contexto que a ANT deve se posicionar diante do processo eleitoral. A ANT não é uma organização “representativa” como os sindicatos e partidos. Ela é uma organização de trabalhadores – compreendendo trabalhador em sentido amplo e tendo como foco o proletariado – autogestionários que expressa sua posição diante do que ocorre no país e luta pela autogestão social e abolição do capitalismo. Por isso ela não participa do processo eleitoral, parlamentar, etc. E por isso, também, não apoia partidos, candidatos, etc. Qual é, então, a posição da ANT diante das eleições municipais?

O processo eleitoral é parte de todo um processo de controle burocrático da população, dando-lhe a ilusão de participação e decisão. Os partidos políticos são organizações burocráticas (incluindo os que se dizem de “esquerda”) que visam seus próprios interesses de luta pelo poder e a serviço dos capitalistas. A competição eleitoral não é outra coisa que uma disputa por cargos, poder e dinheiro. O resultado do processo eleitoral é apenas a escolha pela maioria dos eleitores (que não é a maioria da população, pois grande parte não tem direito ou obrigação ao voto e outra parte considerável anula, vota em branco ou se abstém) daqueles que irão gerir os interesses dos capitalistas e seus próprios interesses. Não interessa qual partido está no governo, nem quais são suas supostas propostas, todo governo faz o que tem que fazer: governar. E governar significa conservar o que existe, defender a ordem custe o que custar, realizar políticas que beneficiem o capital e comprar o apoio de certos setores da sociedade.

Os candidatos e partidos protestam! Eles dizem que são “honestos” (pois a corrupção, ligada aos interesses dos candidatos e partidos, é muito visível para deixar de mencionar e dos seus praticantes se defenderem)! Eles dizem que são “competentes” (pois, além de tudo, a maioria dos políticos profissionais são totalmente incompetentes)! Eles dizem que estão do lado dos trabalhadores! (nenhum candidato ou partido vai dizer que defende seus próprios interesses e que vão servir aos capitalistas, precisam disfarçar e dizer que estão do lado do “povo”, apesar de ninguém ver isso em governo algum).

Isso tudo, no entanto, é discurso eleitoral. Para ganhar as eleições, todos se tornam honestos, competentes, aliados dos trabalhadores (existe até um “Partido dos Trabalhadores”!!!). Ninguém ganha eleição dizendo a verdade. O discurso eleitoral é mentiroso por natureza. Nenhum candidato vai dizer que não poderá fazer muita coisa, que há limites orçamentários, que há jogo de poder dentro do parlamento, que há os financiadores de campanha, etc. O discurso eleitoral é o discurso das promessas falsas e que afirma que tudo é fácil, pois falta é “vontade”, “competência”, “honestidade”. Esse discurso mentiroso pode propor coisas fantásticas, inclusive resolver problemas que nem se poderia fazer no plano municipal, como no caso de candidato a prefeito que vai resolver o problema do desemprego, construir metrô, oferecer transporte gratuito, etc.

É por esses motivos que a posição da ANT é a favor do voto nulo autogestionário. Os trabalhadores autogestionários propõem o voto nulo como forma de protesto e deslegitimação (mostrando que não acreditamos na farsa eleitoral, nos partidos e governos) da democracia representativa (burguesa) e momento de luta cultural, propaganda, politização e divulgação do projeto autogestionário e dos meios para chegarmos ao verdadeiro processo de transformação social: luta de classes, greve geral, auto-organização, autoformação intelectual. A ANT defende a auto-organização dos trabalhadores e o voto nulo autogestionário pode ser um momento de divulgação dessa ideia e para criação e expansão de formas auto-organizativas.

Alguns podem perguntar: mas e se o prefeito eleito for ruim? E se os vereadores eleitos forem os mais corruptos e incompetentes? E se o vereador da região não for eleito, quem nos ajudará a conseguir o asfalto, o saneamento, o serviço de limpeza, etc.? Essas são questões importantes e que é preciso responder. A ANT não defende reformas no capitalismo e sim revolução anticapitalista e por isso o voto nulo autogestionário é a nossa posição. A ANT, no entanto, sabe das necessidades dos trabalhadores em seus bairros e locais de moradia e também sabe que as prefeituras e câmara de vereadores fazem pouco e nos anos eleitorais prometem muito. A ANT também sabe que geralmente os poucos benefícios conseguidos pelos trabalhadores em seus locais de moradia são produtos da pressão e não da competência, honestidade ou boa vontade dos governantes. Por isso, ao invés de votar e escolher os supostos “menos ruins” (que continuam sendo ruins, sendo “menos”, o que é apenas uma diferença quantitativa), é necessário se auto-organizar nos bairros para defender o voto nulo autogestionário e se preparar para se tornar uma auto-organização local, vinculada ou não à ANT, que vai pressionar os governantes (prefeitura e câmara de vereadores, no caso) para atender às suas necessidades. Essa pressão tende a gerar resultados, principalmente com a expansão de diversas formas de auto-organização dos trabalhadores. A ANT estará apoiando todas as lutas e reivindicações nesse sentido e dando apoio total para elas. Assim, a união de várias formas de auto-organização (moradores de bairros, usuários de transporte coletivo e outros serviços estatais, estudantes, trabalhadores) e a ANT tende a ter um poder de pressão que pode promover o atendimento das reivindicações. O voto nulo autogestionário e a fragilidade dos governos ilegítimos os tornam ainda mais tendentes a atender as pressões populares.

Assim, o voto nulo autogestionário é a única alternativa e isso tanto vale para a luta pela transformação radical da sociedade que visa instaurar a autogestão social quanto para as lutas cotidianas e reivindicações imediatas dos trabalhadores. A união e auto-organização dos trabalhadores são fundamentais e o voto nulo autogestionário e o desenvolvimento da autoformação intelectual é o recado dos trabalhadores autogestionários para a classe capitalista e seus governantes.

Vote nulo e lute pela autogestão social!!!


Marx: Revolução Proletária e Libertação Humana


A revolução proletária, para Marx, é uma revolução social e total, que possibilita a emancipação humana, ou seja, a manifestação plena da natureza humana numa sociedade humanizada que rompe com a negação da essência humana realizada pelo capitalismo.


A revolução proletária, para Marx, é uma revolução social e total, que possibilita a emancipação humana, ou seja, a manifestação plena da natureza humana numa sociedade humanizada que rompe com a negação da essência humana realizada pelo capitalismo.

Marx e a Crítica do Estado



Marx foi um crítico radical do Estado. Para ele, assim como para a ANT, não se deve conquistar o aparato estatal e sim destruí-lo.

Marx e a união dos trabalhadores


Um dos elementos fundamentais do pensamento de Marx e objetivo da ANT é a união de todos os trabalhadores, condição para a transformação radical da sociedade rumo à autogestão social.